01/09/2014

PROMO Pós-Bienal 2014: Cidade do Fogo Celestial + Marcadores

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A 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo acabou deixando lembranças boas e outras ruins (infelizmente foi desorganizada). Estou devendo aos leitores do Mundo Platônico minha cobertura dos outros dias que a visitei, mas, antes resolvi que precisava presentear meus leitores com uma promoção de um dos livros mais vendidos desta Bienal, um dos melhores lançamentos do ano, além de um dos meus livros favoritos “CIDADE DO FOGO CELESTIAL”, e mais um KIT DE MARCADORES exclusivo que criei nesses dias de evento. Para participar basta preencher o formulário abaixo e ler as regras de participação. ;)

Como Participar/Pontuações/Regras:

  • +5 = 5 Números a mais que você ganha para participar do sorteio. Okay? Okay.
  • Leaving a Blog Post Comment +2 Para participar é necessário COMENTAR NESTE POST validando sua participação, obrigatório!
  • Seguir o Blog Mundo Platônico em suas redes sociais (Liking/Following) +2 números para cada inscrição, CURTIR a página do MP no Facebook é obrigatório.
  • Leaving a Blog Post Comment +5 Comentários no novos posts do Blog após o post da promoção.
  • Leaving a Blog Post Comment +10 (10x mais chances de ganhar!) para os comentaristas dos posts de Cobertura da Bienal (em breve!).
a Rafflecopter giveaway

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

  • - Dúvidas? mundoplatonico@hotmail.com ou @MundoPlatonico .
  • - Leia as nossas REGRAS DE PROMOÇÕES. Promoção válida de 02/09 à 03/10/2014 .
  • - Todos os comentários serão verificados, válido apenas 1 comentário por post.

    Boa sorte \o/

  • 24/08/2014

    Sobre DECEPÇÃO e o meu 1º dia na Bienal SP (23/08/2014)

    5 comentários:

    CAOS define a situação da Bienal do Livro no último sábado, e para os leitores que acompanham o Mundo Platônico e sabem o quanto eu estava ansiosa podem imaginar minha decepção agora, o relato abaixo não possui exageros.

    Cheguei por volta das 8h40 na Bienal, infelizmente já era tarde demais. A fila para compra de ingressos rodeava o pavilhão. Como comprei o ingresso antecipado fui para perto da entrada principal que já estava lotada, mas fiquei razoavelmente na frente. Quando abriram as portas (antes das 10h) a confusão começou, as pessoas pareciam animais, os seguranças começaram a xingar porque não conseguiam controlar a multidão, pais e filhos se machucaram, e a situação só piorou lá dentro. Fui arrastada pela multidão e quando pude respirar novamente no meio da correria fui até o local onde supostamente distribuiriam as senhas para a sessão de autógrafos da Cassandra Clare, novamente não fiquei muito atrás e acreditei que conseguiria minha senha sem problemas, mas eu estava muito, mas muito engana.

    As próximas duas horas e meia até o momento que desisti de tentar pegar a suposta senha foram de muito cansaço, dor, confusão, empurra empurra, palavrões para todos os lados, desmaios (uma moça realmente desmaiou em cima de mim), muito calor, e informações divergentes, não estou exagerando, os relatos estão por toda web, nunca me senti tão mal tratada por uma editora ou organizadores de um evento. Resumindo, não teve organização e todos nós que estávamos lá sofremos por isso.

    Não vi ninguém do Grupo Editorial Record lá para explicar nada, os seguranças e funcionários da Bienal estavam desesperados e não sabiam como lidar com a situação. Cada hora ouvíamos uma informação diferente, eram 500, 700, e depois 1000 senhas, e eu nem vi a cor dessas “senhas”. Falavam que todos que ficaram na fila iam conseguir, depois as senhas tinham acabado, e dali a pouco elas se transforam em senhas para o bate-papo com a autora (e nem era pra existir senha para isso). A menina que desmaiou na minha frente falou três vezes para o segurança que estava passando mal e ninguém fez nada até ela cair e sair da fila desacordada.

    Muitos como eu que já haviam desistido há tempos não conseguiam nem sair da maldita fila. Quando finalmente consegui sair fiquei feliz por ter sobrevivido a tudo isso sem perder nada ou ter uma costela quebrada. Sai da confusão que o Grupo Editorial Record armou apenas para enfrentar a maior multidão que já vi na vida. Simplesmente não dava para se locomover na Bienal, tinha fila para tudo, comer, beber, para pegar outra fila, não consegui entrar em nenhum estante. Todos corredores, o Anhembi inteiro não comportou o primeiro grande dia da Bienal, acredito ninguém esperava que tantas pessoas iriam comparecer, esqueceram que isso aqui é São Paulo.

    Enquanto estava na referida fila para as senhas da Cassandra conheci algumas pessoas que chegaram cedo e conseguirem senhas para sessão de autógrafos do Harlan Coben, mas não conseguiram sair da fila e portanto perderam suas chances de conhecer o autor. Eu mesma não consegui nem chegar perto de nenhum dos autores que tinha programado. Aliás meu cronograma para o sábado foi pelos ares já que eu mal consegui sair do lugar.

    Meu primeiro dia na Bienal foi decepcionante, entre vários outros adjetivos negativos que eu poderia usar. O evento em si não foi organizado para receber tantas pessoas, e mesmo assim a venda ingressos não parou. Algumas pessoas comentaram depois que na verdade as senhas para os autógrafos da Cassandra Clare acabaram as 8h da manhã, sendo que o combinado era que a distribuição começaria às 10h. Hoje (24/08) eles mudaram o que haviam “programado” e a fila de 500 pessoas que terão seus livros autografados fechou as 7h da manhã.

    Li alguns relatos de pessoas que conseguiram seu autógrafo ontem depois de horas de estresse, mas saíram decepcionadas também, porque diferente do informado só tiveram um livro autografado e não teve foto oficial para todos, no final fiquei feliz por não ter insistido mais naquela fila sem sentido.

    Para não dizer que perdi meu dia, consegui assistir a palestra da querida Cassandra de uma distância razoável. A própria Cassandra se assustou com a multidão, e mesmo com a má organização foi atenciosa com todos os fãs que pode, respondeu perguntas, deu spoilers sobre seus próximos livros, e abraçou alguns sortudos. Obrigada Cassandra Clare por ser fofa mesmo no meio da bagunça. Seu carisma foi o único ponto positivo do dia.

    Do dia 23/08/2014 fica a lição de nunca mais tentar autógrafos de autores famosos da Galera Record, afinal outras editoras organizariam o evento de uma maneira melhor. E nunca mais me meter em multidões como a que vi lá, afinal eu tive sorte por não desmaiar e não ter nenhum ferimento grave. Por volta de 5 (ou mais) autores famosos estava na Bienal sábado, logo evitarei dias como esse na próximas bienais. Ah! Não consegui comprar absolutamente nada além de um lanche ruim que esperei mais de meia hora para ficar pronto.

    Não desisti da Bienal, pretendo visitá-la na próxima segunda-feira (dia 25/08), e espero que esteja lotada, mas com espaço para locomoção. Não parecia que a maioria das pessoas que foram ontem estavam lá pelo livros, e isso é triste. Continuo amando o evento por causa das pessoas, editoras sérias, e é claro os livros! Mas, nunca mais repetirei os erros desse último sábado. Ainda vai ter Bienal para mim, vou tentar realizar as compras que planejei e pegar autógrafos de autores nacionais, mas não ficarei decepcionada se não conseguir, afinal toda a decepção que eu poderia sentir foi reservada para o meu primeiro dia na Bienal do Livro em SP 2014.

    21/08/2014

    Preparados para a Bienal do Livro 2014? (Eu vou!)

    Um comentário:
    Eu estou que não me aguento mais de tanta ansiedade! Tenho certeza que meus amigos do trabalho, faculdade, familiares e etc., já sabem tudo o que vai rolar na Bienal 2014 e não suportam mais me ouvir de tanto que eu falo sobre o assunto (desde o começo do ano). Imagino que se algum ano eu decidir viajar para a Bienal do Rio e tiver que organizar passagem/transporte/hospedagem com certeza irei surtar!
    Primeiramente, quer me encontrar na Bienal? Siga meu instragram @Gaabisam que  postarei o que encontrar de mais legal dos estandes e atrações que visitarei. Identifique-se como leitor do Mundo Platônico! Cobertura da Bienal SP 2012.

    Aproveitar bem a Bienal e todas suas atrações requer planejamento e organização! E é isso que eu venho fazendo nas últimas semanas, organizando minha lista de compras, as sessões de autógrafos que eu não posso perder (Cassandra Clare!), as palestras que pretendo assistir, e os horários de alguns dos diversos autores que estarão na Bienal nesses próximos dias. Vamos as dicas gerais de sobrevivência na Bienal:

    - Leve garrafa de água! Também prefiro levar de casa algo para comer (um lanche, apenas) porque não pretendo parar para almoçar, na verdade, a gente esquece de comer por lá e só lembra que precisa beber água quando já está desidratado.

    - Organize sua mochila com os livros para autógrafos e o que tiver que levar de mais essencial, não exagere no peso. Você com certeza pretende comprar na bienal então tome cuidado para no final do dia não estar carregando um peso de 50 kg, afinal você tem que ficar bem para visita-la em mais dias (se tiver oportunidade).
     
    - CRONOGRAMA! Isso é de extrema importância para mim, não dá para ir à Bienal sem anotar os horários das atrações e sem saber o que você não pode deixar de conferir! É um evento super lotado, com informações por todos os lados, logo é fácil você deixar passar aquele autógrafo que você tanto queria.
     
    - Compre o ingresso antecipado aqui.
    - Baixe a planta no evento para localizar os estandes das suas editoras favoritas (Olha o meu na foto)!
    - Uma novidade bacana é o Aplicativo da Bienal, ainda não o testei no meu celular, mas vi no site que ele tem boas funcionalidades, como a opção de alarme que avisa o início de atrações.
     
    - Faça listas sobre tudo o que pretende fazer e comprar na Bienal, porque se como eu você for uma pessoa viciada por livros (e você, caro leitor, provavelmente é) sem listas de diretrizes sairá falido, no mínimo.
     
    Espero que todos tenham um ótima Bienal! Todos nós conseguiremos as fotos/autógrafos/brindes e livros (obviamente) que tanto desejamos. Se você não vai visitar a bienal aproveite as muitas promoções que vão surgir na blogosfera, o Mundo Platônicoterá uma em breve.
     
    Encontre-me na bienal! Em 2012 conheci alguns leitores do Mundo Platônico e foi uma experiência muito legal! Então se você me reconhecer por lá não hesite em puxar assunto. Neste sábado (23/08) estarei na luta pelo autógrafo da Cassandra diva Clare, torçam por mim! Mas, também estarei na bienal no dia 24 (domingo) e no outro final de semana, dias 30 e 31! ;)

    06/08/2014

    Eis o que eu li nessas férias…

    4 comentários:
    As férias de julho (especificamente as leituras) foram produtivas! Sempre faço planos e listas sobre o que eu quero ler/assistir/visitar no meu tempo livre, acontece que o terceiro semestre da faculdade (Direito) foi complicado e com uma grande carga de leituras, e pensei que nas férias não conseguiria me concentrar o quanto gostaria em leituras prazerosas justamente porque eu não aguentava mais ler (risos), por isso não fiz nenhuma meta de leituras, se conseguisse ler um ou dois livros já estaria ótimo, mas, para minha alegria consegui ler mais do que esperava! Estava com saudades (muito mais do que imaginava) de ler por puro prazer e depois compartilhar tudo no Mundo Platônico com os seus leitores fiéis, então vamos lá…


    Cidade do Fogo Celestial SKOOBRESENHA (1)
    Cassandra Clare - 632 páginas - Galera Record

    Comprei Cidade do Fogo Celestial na semana de seu lançamento, a ansiedade estava grande, mas mesmo assim demorei para iniciar minhas leituras nas férias justamente por escolher iniciar com esse livro que eu não queria terminar rápido por ser o último de uma das minhas séries favoritas. Fiquei mais de uma semana andando com ele pra lá e para cá, mas como vocêS podem conferir na minha resenha ele foi completamente satisfatório! Quando terminei Os Instrumentos Mortais que consegui iniciar um ritmo legal de leituras.

    Cem Anos de SolidãoSKOOB (2)
    Gabriel García Márquez - 383 páginas - Folha de São Paulo

    Este livro já estava na minha estante há um tempinho e depois de inúmeras indicações e críticas positivas eu sabia que teria que lê-lo o quanto antes. Minhas expectativas estavam altas para conferir a obra prima do Gabo, e não me decepcionei, o livro é maravilhoso! Não comentarei muito pois pretendo fazer um post dedicado a este livro, mas já adianto ele está entre os meus favoritos. Esta leitura brilhante foi um dos marcos dessas férias (e do ano!).

    Um Caso PerdidoSKOOB (3)
    Colleen Hoover - 384 páginas - Galera Record

    Eu não pretendia ler Um Caso Perdido, na verdade ele nem estava na minha lista de leituras até o começo das férias. Acontece que sempre li bons comentários sobre a autora Colleen Hoover, e voltando a visitar a blogosfera literária li duas ou mais resenhas positivas sobre a história. Por sorte eu tinha créditos de troca no Skoob, e assim que tive aquela super vontade de ler esse livro (ânsia literária que vocês, leitores, devem conhecer bem) solicitei-o pelo SKOOB PLUS. Em menos de uma semana um livro muito bem cuidado, com cheiro de livraria, que não apresentava nem um sinal de já ter sido lido veio para minhas mãos. Logo comecei a ler e… Conto para vocês o que achei em breve na resenha.

    Procura-se Um MaridoSKOOB (4)
    Carina Rissi - 476 páginas - Verus Editora

    Em 2011 eu li Perdida da Carina Rissi e me apaixonei pela história, a narrativa descontraída da autora, e a emocionante história de amor (Sofian). Então, quando uma amiga me emprestou Procura-se Um Marido, o novo livro da Carina, eu já confiava que teria uma ótima leitura e não me enganei! História deliciosa, personagens divertidos, leitura perfeita para esse finalzinho de férias! Em breve resenha ;)

    O Milagre dos Pássaros - SKOOB (5)
    Jorge Amado - 40 páginas - Record

    LEITURA ATUAL: Cilada, por Harlan Coben

    E vocês, leram muito nesse último mês? As férias foram produtivas? Não deixem de comentar! (:

    21/07/2014

    #RESENHA “Cidade do Fogo Celestial” - Os Instrumentos Mortais #6

    5 comentários:

    CASSANDRA CLARE. Cidade do Fogo Celestial. Galera Record, 2014. 532p. Skoob. 1234<3

    E a série Os Instrumentos Mortais, depois de sete anos, acabou. Mas, os caçadores de sombras não. Escrevi mais uma análise de tudo o que aconteceu neste último livro da série do que uma resenha, preparem-se para um grande texto! Spoilers para quem não leu os livros anteriores e As Peças Infernais. Sem spoilers para quem não leu Cidade do Fogo Celestial, e é essencial para quem já leu vir debater comigo sobre os principais pontos deste final de série.

    "Somos todos parte do que nos lembramos. Guardamos em nós as esperanças e os medos daqueles que nos amam. Contando que exista amor e lembrança, não existe perda de fato."

    Cidade do Fogo Celestial foi um turbilhão de emoções, e nos não poderíamos esperar menos. Comecei a leitura muito lentamente porque não queria me despedir, e a narrativa da autora é tão cheia de detalhes e acontecimentos que criei o hábito de saborear bem o começo de seus livros, com todos os dramas e conflitos não resolvidos, só para depois não parar nem por um segundo quando a história chega ao seu ápice. Os momentos finais do livro são de cortar o coração, pois a autora é exímia em nos fazer torcer e chorar por seus personagens, e nós nos apegamos a todos eles, por um lado é bom porque nos envolvemos completamente com a história, mas também é triste porque nem todos os finais são felizes.

    Não vou comentar muito sobre a trama em si nessa resenha porque quem acompanhou a série até aqui está ciente do que está ocorrendo, a batalha final contra Sebastian Morgenstern e seus caçadores de sombras obscuros se aproxima, a Clave está despreparada, as divergências internas são cada vez maiores, e Sebastian conhece todos os seus pontos fracos. Clary e Jace podem reverter essa situação, pois são os únicos que conhecem o inimigo suficientemente bem para conseguir superá-lo, e Jace possui o poder do fogo celestial em suas veias, única arma que pode matar Sebastian e assim colocar um fim nessa guerra.

    Simon continua sendo um dos meus personagens favoritos, o que deixou os acontecimentos finais desse livro extremamente tristes para mim, quase perdi a fé na capacidade da Cassandra Clare de resolver tudo da forma mais surpreendente possível, quase. O final do livro foi condizente como o que foi proposto em todo a série, e não me desagradou de nenhuma forma. Não chorei rios de lágrimas como fiz em Princesa Mecânica, na verdade nem chorei, mas sofri da mesma forma, torci muito para que tudo desse certo, decidi que preciso de um Herondale na minha vida, e acima de tudo me diverti demais, como em todos os livros de Os Instrumentos Mortais.

    Clary e Jace estão mais maduros e a relação deles também, e como grande fã do casal adorei todas as cenas dos dois juntos, todas as declarações e a evolução do amor que eles sentem foi muito bonita. Sinto que nunca lerei cenas suficientes do casal Magnus e Alec, Magnus rouba a cena toda a vez que aparece, e é um personagem inesquecível e determinante para ajudar os Shadowhuters (de todas as gerações) a solucionarem seus problemas. Alec não foi um personagem que me conquistou logo de cara, mas aos poucos entendi suas motivações e depois do início de seu romance com Magnus curti bem mais seu personagem e torci para que o casal tivesse um final feliz.

    Izzy e Simon eram os que eu mais temia pelas suas vidas, não sei porque eu tinha faz tempo a ideia na cabeça que um deles, ou os dois morreriam no último livro da série. Izzy é uma personagem muito forte e determinada, que sabe o que quer, mas ao mesmo tempo é muito emotiva e depois da morte do Max a personagem sofreu um abalo grande demais, só alguém como Simon para ajudá-la a superar. Simon sempre foi o meu personagem favorito, ele e Jace conseguem fazer piada mesmo nas situações mais complicadas, o que deixa o clima mais leve e o livro muito mais divertido, choramos e rimos ao mesmo tempo, literalmente. E graças ao Simon que temos muitas citações ao mundo da cultura pop e nerd mundana o que é extremamente divertido, ri demais quando Simon fala para Izzy que vai atualizar o status de seu relacionamento no facebook.

    Jace Herondale (gosto de dizer seu nome completo) foi um dos personagens que mais cresceu na história comparando ao que lemos em Cidade dos Ossos, sua personalidade não mudou, mas ele definitivamente se tornou uma pessoa melhor e todo aquele distanciamento foi embora. Ainda bem que características como o sarcasmo e o humor negro que tanto amamos jamais mudarão. Clary está menos ingênua, e apesar de não ser uma das minhas personagens favoritas ela não decepciona de maneira nenhuma como protagonista, e prova de um modo positivo que é tão filha de Valentim quanto Sebastian. Minha protagonista favorita dos livros da Cassandra ainda é a Tessa (As Peças Infernais). Aproveito para comentar também sobre a Jocelyn, ela nunca me agradou muito, mas é corajosa e ninguém pode negar isso, nos últimos acontecimentos da história ela ganhou muitos pontos comigo. O diálogo da Jocelyn com o Sebastian, em que ela fala o que o filho herdou dela esta entre os melhores do livro.

    "Heróis nem sempre são os que vencem. Algumas vezes, são os que perdem. Mas eles continuam lutando, continuam voltando. Não desistem. É isso que faz deles heróis."

    Sabe aqueles vilões que de fato causam temor, e com o passar do tempo (e depois de diversas maldades) conquistam o nosso respeito? Aqueles que roubam a cena, responsáveis pelos melhores diálogos? Assim era Valentim. Sebastian, ou Jonathan como ele não prefere ser chamado, é pior de diferentes formas. Seu personagem me causa arrepios toda vez que aparece, basta a mera citação dele no livro para eu já me preparar para o pior. Sebastian é um vilão muito bem construído, é mal por escolha própria, mas principalmente por essência, o que por diversas vezes me causou muito mais pena do que raiva. Além disso, ele é extremamente inteligente, sabemos do seus objetivos, mas seus métodos são sempre surpreendentes, ele argumenta muito para trazer Jace e especialmente Clary, que é o seu objeto de desejo, para o “lado negro da força”, mas não há argumentos que apaguem tudo de ruim que ele já fez, como o assassinato do Max. A cena de “Cidade das Almas Perdidas”, em que Sebastian tenta abusar da Clary quando o Jace está longe foi a mais chocante da história para mim, fazia tempo que eu não sentia medo de um personagem como senti dele, o seu tão esperado fracasso vem com um alívio enorme, mas também traz uma certa tristeza que só lendo o livro para entender.

    Quando escrevi no começo da resenha que os caçadores de sombras ainda não acabaram é porque a autora deixa um gosto muito forte de quero mais com este último volume de Os Instrumentos Mortais. Ano que vem (talvez) teremos o lançamento de The Dark Artificies (Os Artifícios das Trevas) e os seus personagens principais são nos apresentados ainda crianças neste livro, e não apenas apresentados, Emma, Julian, e seus irmãos ganharam um destaque muito grande, já ficamos sabendo desde agora algumas das inquietações da próxima série Shadowhunter. Eu particularmente adorei os novos personagens, Julian Blackthorn é amável, e sua relação com seus (muitos) irmãos será um ponto alto em TDA (The Dark Artificies), acredito que Emma Cartairs será a protagonista mais forte escrita pela Cassandra, isso porque ela e os Blackthorn passam por muitas situações difíceis neste livro, o que será determinante para o desenvolvimento de suas personalidades em TDA.

    Um das melhores coisas deste livro, e a grande sacada da Cassandra Clare, é a forma como ela liga suas diferentes histórias e personagens. Em Cidade do Fogo Celestial, temos a presença de personagens de As Peças Infernais, para a felicidade geral de todos os fãs, estes que são antepassados dos personagens de Instrumentos Mortais e Artifícios das Trevas (TDA) também! Claro que fiquei nostálgica com o final dessa história, mas o clima é diferente quando temos certeza que vamos ler como anda a vida dos nossos personagens favoritos em outros livros, já pensou como seria legal ver Jace e Tessa, Jem e Emma, tendo cenas juntos em TDA? SENSACIONAL! Uma emoção rara, fruto de uma série (a de caçadores de sombras em geral) muito bem escrita e planejada. Estou triste porque não acompanharei mais Clary e Jace de pertinho, mas a história deles continua e com a Cassandra Clare podemos ter certeza que tudo ficará melhor e muito mais emocionante, se é que isso ainda é possível.

    "Livremente servimos, Porque livremente amamos, 
    Conforme nosso arbítrio de amar ou não, Assim nos erguemos ou caímos."

    Como a Cassandra Clare pretende escrever mais (espero que muito mais!) sobre o mundo dos caçadores de sombras, não são todos os conflitos que são resolvidos e algumas importantes pontas ficam soltas. Acredito que a traição de um dos povos do submundo que quebra os acordos para se juntar a Sebastian será determinante nos próximos livros. A Clave não deixa de ser menos opressora para evitar uma guerra, pelo contrário só gera cada vez mais ódio contra ela mesma, eu particularmente nunca fui muito fã da Clave e espero que eles aprendam com seus erros da pior maneira possível. Nos últimos livros a Clave vem tomando uma posição perigosa como vilã da história por meio de atitudes que prejudicam seres do submundo e caçadores de sombras, lembram como o Jace foi maltratado em “Cidade das Cinzas”? Estou muito ansiosa para ler como a Cassandra vai resolver os problemas internos dessa instituição, ou como ela vai destruí-la de vez.

    Muito obrigada Cassandra Clare. Muito obrigada por essa fantástica história, pelos melhores casais, os vilões que realmente nos convencem que vão ganhar no final, pelas diversas lições de amizade, fraternidade, e fé em nós mesmos e nas pessoas que amamos, e que amar não é destruir, afinal.

    Ave atque vale, Os Instrumentos Mortais.
    Saudações e adeus.